Introdução

A Fundação Educacional do Baixo São Francisco Dr. Raimundo Marinho é fruto de uma paixão de seu fundador, Raimundo Marinho, pela educação. Embora político, Raimundo Marinho nunca deixou de ser um educador. Em 13 de agosto de 1971 nascia a Fundação instituída pela Lei Municipal nº 638, e, logo em seguida, em 13 de maio de 1972 surgia a então Faculdade de Formação de Professores de Penedo, primeira instituição mantida pela Fundação, atual FRM. Nascia ali um empreendimento fundamental para o progresso econômico e cultural da cidade.

A criação da FRM em Maceió no ano de 2006, foi um empreendimento fundamental para o progresso econômico e cultural do estado de Alagoas, que nasceu através da necessidade de levar, para a capital alagoana, uma instituição com mais de quatro décadas de experiência no Ensino Superior, e que visa ainda o desenvolvimento cultural daqueles que fazem parte desta instituição.

A FRM acredita no esforço conjunto para manter uma educação de qualidade, aprimorando cada vez mais a interação entre seus docentes, discentes, funcionários, e a comunidade onde está inserida, com o objetivo de formar profissionais capacitados, de maneira eficaz e sintonizada às necessidades do mercado de trabalho, ressalta-se que nas duas unidades: Penedo e Maceió, existe o Núcleo de Práticas Jurídicas, que oferece atendimento gratuito para a comunidade.

Destaca-se a criação do Museu do Paço Imperial & Memorial Dr. Raimundo Marinho, localizado em Penedo-AL, patrimônio pertencente a Fundação Raimundo Marinho e mantido com recursos próprios, no mesmo ano a Fundação lançou o livro em homenagem ao patrono da instituição “Penedo como paixão; Raimundo Marinho a vida de um líder”.

O compromisso do seu fundador com a cultura e a memória de Penedo é preservado como um distintivo da instituição e de todos que compõem a Direção.

 

 

A trajetória de um líder

Há trinta e três anos, perdia a Região São-franciscana de Alagoas-Sergipe um dos seus mais autênticos e ilustres filhos nascido nesta cidade de Penedo: o odontólogo e político Raimundo Marinho, empreendedor nato, destemido aos embates que lhe surgiam à frente, sensível aos anseios da população da região do Baixo São Francisco, particularmente a do seu município, para onde convergiam suas ações e preocupações maiores, marcaram sempre sua conduta de profissional e homem público.

É fundamental e emocionante conhecer e divulgar os valores éticos e morais dos seres humanos, hoje vamos contar de forma resumida a vida do inesquecível empreendedor, odontólogo, administrador e político, Dr. RAIMUNDO MARINHO, um homem simples, nascido no dia 13 de março de 1931, na Praça da Alegria – Bairro Vermelho (atual Pça Cônego Teotônio Ribeiro – Bairro Santo Antônio), na cidade histórica de Penedo/AL.

Dr. RAIMUNDO MARINHO nasceu do fruto do amor da Sr. ª EUTÍMIA REIS MARINHO e JOSÉ MARINHO (Zé Marinho), um casal humilde e batalhador, que trouxe ao mundo mais quatro filhas (LÊDA, NEIDE, IRENE e ZILENE), sendo o primogênito da “Família Marinho”, na infância RAIMUNDO conheceu seus primeiros sentimentos de inquietações e incertezas, mas com determinação e obstinação aos valores éticos, afetivos e humanitários, obtidos no ambiente familiar, ele pôde se realizar e expandir.

Seu pai ZÉ MARINHO era funcionário (Contramestre da Tecelagem) da então Fábrica de Tecidos Passagem (Grupo Empresarial Peixoto & Gonçalves), localizada na Vila Operária da Passagem/SE, um ser humano estimado, o qual gozava de grande prestígio, pela sua cordialidade e eficiência no trabalho.

O aprendizado escolar de RAIMUNDO MARINHO teve início nas escolas primárias da cidade de Neópolis/SE (Professora LILA VEIGA) e Penedo/AL (Professora MARIA GALINDO DE CAMPOS – “vulgo Dona Mocinha”). Na época, o Senhor JOAQUIM DA NATIVIDADE REIS (vulgo Joca do Pião e/ou Pai Joca), fabricante de pião de goiabeira, pensando em facilitar a educação escolar dos netos, propôs um acordo a seu filho ZÉ MARINHO, o qual foi aceito e respeitado por longa data.

“RAIMUNDO e NEIDE, residiriam durante a semana (segunda-feira à sexta-feira), em sua casa (Penedo/AL) e nos finais de cada semana (sábado e domingo) eles visitariam a casa dos pais (EUTÍMIA e ZÉ MARINHO) na Vila Operária da Passagem/SE”.

Foi um acordo divino, pois, para as crianças, a ação do embarque e desembarque nas lanchas e o deslocamento destas sobre o leito do Rio São Francisco (Velho Chico), era uma atração inesquecível e renovada todos os finais de semanas.

Entretanto, foi na pequena Marcenaria, localizada nos fundos da casa de “Pai Joca”, mestre famoso na arte de entalhar e comercializar “Pião“ (brinquedo popular para adultos e crianças), que RAIMUNDO trabalhou durante o período de sua adolescência, tendo aprendido a fabricar e a jogar tal brinquedo com muita eficiência.

Gostava de lazer, mas os estudos tinham absoluta prioridade. Podemos citar como exemplo, o “Jogo de Bola na Prainha” (margem esquerda do Rio São Francisco) com alguns colegas, uma ação legal, mas controlada, pois, nada podia tirá-lo do rumo por ele próprio traçado.

Em toda sua vida escolar, foi sempre considerado pelos colegas de classe como um aluno modelo. Uma fama que não ficou só no âmbito escolar, mas também, no local em que seu pai trabalhava (Tecelagem). Tanto que, a notícia de que ele demonstrava ser um jovem aplicado nos estudos, chegou aos ouvidos de um dos diretores da Indústria de Tecidos, JOSÉ DA SILVA PEIXOTO (1899 – 1977), (Comendador), o tio ZECA (homenageado por RAIMUNDO MARINHO – Lei Municipal nº 759, de 06/10/1978), o qual se prontificou a ajudar, caso fosse necessário.

Sequencialmente, RAIMUNDO MARINHO frequentou o Centro Vocacional (atual Colégio Diocesano de Penedo), Colégio Estadual da Bahia (Salvador/BA) e, quando aprovado no vestibular para cursar Odontologia na Universidade Federal da Bahia (UFBA), obteve êxito em mais uma de suas pretensões, abrigou-se na Casa do Estudante (Salvador/BA), local em que teve a experiência inestimável e invulgar.

Felizmente em 10/12/1954, formou-se em Odontologia (Registro MEC nº 111/89) pela badalada Faculdade de Odontologia da Bahia (Salvador/BA).

Como Cirurgião Dentista (Inscrição nº 151 do Conselho Regional de Odontologia, de 12/08/1968), RAIMUNDO MARINHO chegou a ser credenciado pelo IPASEAL, INAMPS, FUSAL e SUDEPE, lotado no INPS, e em diversas entidades da Região São Franciscana.

O Dr. RAINUNDO MARINHO casou-se (14/07/1958) com Dona ELINE RAMALHO MARINHO e em uma casa simples, na Rua Joaquim Nabuco, nº 226 (atual nº 230) – Centro (Penedo/AL) constituiu seu novo núcleo familiar, reproduzindo naquele ambiente os mesmos ensinamentos em que fora formado, não faltando carinho, amor, responsabilidade, solidariedade entre seus membros (esposa ELINE e os filhos JAMES RAMALHO MARINHO e LYSIA RAMALHO MARINHO).

Empreendedor nato, intrépido aos impactos (embates) que lhe surgiam à frente, perceptível aos anseios da população da Região do Baixo São Francisco, principalmente ao da sua cidade natal, para a qual dirigiam suas ações e as maiores preocupações, apontaram sempre sua conduta de profissional e homem público. Foram essas atitudes, que fez com que o povo penedense lhe concedesse a gigantesca confiança e o elegesse ao cargo público de Vereador (1956 a 1960), época em que a Prefeitura de Penedo esteve sob o comando de Dr. HÉLIO NOGUEIRA LOPES e, logo a seguir, o então Vereador Dr. RAIMUNDO MARINHO, entrou definitivamente para a elite política Penedense, tornando-se Prefeito, por três mandatos. Um político querido e respeitado, não só pelos penedenses, como também pelos ex-Governadores DIVALDO SURUAGY e GUILHERME PALMEIRA, Deputados Federais e outros parlamentares.

Por ser dotado de ótima liderança e de grande facilidade para realizar, até mesmo difíceis ações, com muito afinco, Dr. RAIMUNDO MARINHO, esteve presente a grandes eventos e exercido importantes cargos (civil e público):

– Em 1952, membro do I Congresso Nacional dos Odontologistas;

– Entre 1953 a 1954, Secretário de Finanças do Diretório Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade da Bahia;

– Em 1954, membro do XVII Congresso Nacional de Estudantes;

– No período de 1956 a 1960, exerceu o Mandato de Vereador da cidade de Penedo/AL;

– Entre 1961 e 1966, exerceu o 1º Mandato como Prefeito do Município de Penedo/AL;

– Em 1967, participou do IV Congresso Brasileiro de Odontopediatria (Salvador/BA);

– Entre 1970 e 1973, exerceu o 2º Mandato como Prefeito do Município de Penedo/AL;

– Em 1972 (junho), participou do Seminário de Administração Pública e Desenvolvimento Regional (República Federal da Alemanha);

– Em 1976, integrante da X Semana Odontológica de Alagoas (Penedo/AL);

– Entre 1977 e 1983, exerceu o 3º mandato como Prefeito da Cidade de Pendo/AL;

– Em 1977, promoveu e integrou o Curso Básico de Cancerologia (Penedo/AL);

– Em 1978, promoveu e liderou o II Encontro Alagoano de Vereadores;

– Em 1980, participou do XVIII Seminário Brasileiro de Planejamento Familiar (Manaus/AM).

Com base nos trabalhos por ele apresentados com muita dedicação, foi agraciado com diversos diplomas:

– Em 1970, – Integrante Rondonense da V OPERAÇÃO RECIFE;

– Em 1972, – Recebeu agradecimento da ASDEG, Escola Superior de Guerra. Delegacia de Alagoas;

– Em 1977, – Colaborador Especial da V FESTA DE FOLCLORE BRASILEIRO, realizado pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas) – Maceió/AL;

– Em 1979, – Colaborador do Serviço Militar 2ª Da. CRM – Maceió/AL;

– Em 1979, – Colaborador da BEMFAM (Sociedade Civil de Bem-Estar Família) – Maceió/AL;

– Em 1980, – Amigo da Marinha do Brasil.

Em 1979 (dezembro), demonstrando empreendedorismo corporativo, Dr. RAIMUNDO MARINHO, fundou um jornal semanário “Tribuna Penedense”.

Como professor, além de pertencer ao quadro de professores da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas, lecionou na Escola Técnica de Comércio Dom Jonas Batinga, Colégio Imaculada Conceição, Colégio Diocesano de Penedo, Ginásio Dr. Anfrísio Freire Ribeiro (posteriormente Escola Cenecista de 1º e 2º Grau Dr. Anfrísio Freire Ribeiro) e Faculdade de Formação de Professores de Penedo, sendo ele o fundador destes dois últimos estabelecimentos de ensino.

A catástrofe

Na manhã de terça-feira do dia 21 de maio de 1985, por volta das 11:30 horas, através de sucessivas edições extraordinárias, as rádios Maceioenses explodiam todo o estado de Alagoas, bem como algumas cidades do nordeste brasileiro, informando sobre a grande tragédia, daquele acidente automobilístico na BR-101 Sul, envolvendo um caminhão e o veículo em que estava o Ex-Prefeito RAIMUNDO MARINHO, a esposa ELINE RAMALHO MARINHO e seu motorista ERALDO SILVA SANTOS, sem sobreviventes. Na época, Dr. RAIMUNDO exercia as funções de Auditor do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas e Diretor da Fundação Educacional do Baixo São Francisco.

As pessoas, a todo o momento esperavam por um desmentido, um engano, mas, horas depois o noticiário da televisão confirmaria a tragédia. A nota oficial do Governo Estadual (DIVALDO SURUAGY), decretando luto oficial por três dias, punha fim a qualquer dúvida, restando ao povo aceitar a cruel realidade, que provocou a perda de um de seus principais líderes de todos os tempos. O Comércio de Penedo fechou suas portas e na época o Prefeito TANCREDO PEREIRA FILHO, também decretou luto oficial por três dias, bem como ponto facultativo para o dia seguinte (22/05/1985), quando se deu o sepultamento, no período da manhã (10:30 horas), no Cemitério São Gonçalo do Amarante, em Penedo/AL. Sem exceção, no dia seguinte os Jornais Alagoanos traziam a notícia, esclarecendo os detalhes do terrível acidente, veja o resumo de uma delas:

EX-PREFEITO DE PENEDO E A MULHER MORREM EM DESASTRE

“O veículo VW Passat, cor branca, placas PE 0003/Penedo/AL, conduzido pelo motorista ERALDO, tendo como ocupantes, o ex-prefeito RAIMUNDO MARINHO (na época Auditor do Tribunal de Contas do Estado) e sua esposa ELINE, por volta das 10:50 horas (21/05/1985), trafegavam (retornando de compromissos oficiais na Capital Alagoana) pela BR-101 Sul, altura do km 171, imediações do Povoado Feira Nova (atual cidade Senador Teotônio Vilella) região da cidade de Junqueiro/AL, no sentido Maceió/Penedo, quando se chocou violentamente com o Caminhão Mercedes Benz, placas CE 6356/Campos/RJ que transitava na direção oposta (Penedo/Maceió), cujo condutor (JONAS CAMELO DA SILVA) por total irresponsabilidade (ação corriqueira nas estradas do Brasil), realizou, imprudentemente, uma ultrapassagem proibida (perigosa) de outro veículo pesado.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na ocasião do acidente chovia forte e o Passat ao iniciar a frenagem veio a derrapar. No local do desastre, morreram RAIMUNDO e seu motorista ERALDO, já Dona ELINE ainda foi levada (socorrida) à Unidade de Emergência Armando Lages (Maceió/AL), mas faleceu, em consequência de traumatismo craniano. ”

A população penedense ficou traumatizada com o triste fato. A cidade de Penedo parou estarrecida e a consternação era geral. O comércio, as repartições públicas e os estabelecimentos de ensino encerraram seus expedientes e milhares de pessoas se postaram em fila em frente à residência do Ex-Prefeito RAIMUNDO MARINHO, Na Avenida Getúlio Vargas, Penedo/AL, para lhe prestar a última homenagem. O corpo do Ex-Prefeito chegou por volta das 16:30 horas e o de Dona ELINE, por volta das 19:00 horas. Alguns não dominaram a emoção e terminaram chorando muito, lamentando tão inestimável perda. A Polícia Militar de Alagoas (PMAL), sob o comando do então Coronel PM BENEDITO ALCÂNTARA, acionou um dispositivo especial para manter a ordem pública, bem como, controlar o tráfego de veículos.

Quase toda a população da cidade participou do cortejo, entre elas estavam DIVALDO SURUAGY (Governador do Estado Alagoano), TANCREDO NEVES (Prefeito de Penedo), FERNANDO TEODOMIRO (Comandante da PMAL), FERNANDO GAMA (Reitor da Universidade Federal de Alagoas), Dr. JOSÉ ALFREDO MENDONÇA (Presidente do Tribunal de Contas), HÉLIO LOPES (Deputado Estadual), JOSÉ BERNARDES (Deputado Estadual) e Dr. JOÃO SAMPAIO (ex-prefeito de Maceió). Todos seguiram ordeiramente, com o acompanhamento da Banda de Música da PMAL e da Banda da Sociedade Musical Penedense, ambas executando músicas fúnebres.

No interior do Cemitério local, quando os caixões baixaram aos túmulos, um Pelotão Especial da PMAL executou uma salva de tiros. Todos os atos religiosos foram presididos pelo Bispo Dom CONSTANTINO LÜERS, da Diocese de Penedo.

A cidade de Penedo continua a lamentar a perda de seu ilustre filho e um dos maiores líderes do Baixo São Francisco, fato que com certeza ira perdurar por muito tempo.

O legado

A morte ceifou, em 21 de maio de 1985, aos 54 anos de idade, a vida de um burgomestre alagoano e uma das maiores lideranças políticas que se formou na região são-franciscana. É difícil definir os limites da personalidade de um homem de tão vasta influência no território que escolheu para atuar. Não quis ir além de suas fronteiras. Foi uma opção consciente e clara de quem traçou um objetivo de vida e nunca se afastou um milímetro do planejado. Sua família, seus amigos, seu povo, sua cidade. Ah, sua cidade! Era o seu paraíso encontrado, do qual jamais imaginou por um instante sequer afastar-se.

Em todas as cidades por onde andou, sempre a reviu em detalhes de beleza. Era um amor visceral de caeté nativo. Por isso, na única exceção que fez, quando assumiu o cargo de auditor do Tribunal de Contas – após muito relutar e aceitar com a condição de passar apenas dois dias da semana em Maceió –, ele disse: “Nunca pretendi, e até recusei, posições fora de meu município, porque Penedo é a cidade dos meus sonhos, onde realizei todas as minhas aspirações”.

À Penedo singularmente bela, singularmente rica em seu casario colonial, em suas tradições, impregnada de história, dedicou por inteiro seus sonhos e sua vida. Amor de índio à sua terra. Prendeu-se a ela com a resignação de um eremita em sua caverna. Uma indômita coragem de não sair, asas cortadas e pés de chumbo para não pousar em outras paragens. Mas, na sua vida curta, teve tempo para alegrar os corações dos que atravessaram com ele aquele período que ainda hoje é lembrado como um tempo mítico da sua cidade.

Lembrado por seus filhos Lysia e James, por sua família, por seus amigos e contemporâneos, pelo povo humilde, pela tradição que teima em desafiar o poderoso tempo, aniquilador das recordações. Muitas de suas realizações estão abandonadas pelos seus sucessores, muitas de suas ideias foram deixadas de lado. Mas sobreviveu o principal. A divulgação da cidade, a redescoberta de Penedo pelos brasileiros. A valorização de seu patrimônio histórico e cultural. A continuidade dos sonhos de um idealista, de um construtor, de um renovador. A lembrança que ainda hoje perdura nas atuais gerações. O reconhecimento de sua obra. Um legado, que não deixa morrer sua lembrança.

É uma pena que parte dessa herança não tenha sobrevivido. O Festival do Cinema Brasileiro, por exemplo, que, embora não tenha sido por ele criado, foi por ele apoiado e viabilizado através dos seus esforços até chegar ao seu oitavo ano. Foi por sua persistência e trabalho que os órgãos de cultura e do turismo estadual mantiveram durante tanto tempo um evento que engrandeceu a cultura alagoana. Igualmente, os Festivais de Arte e as Caravanas Culturais, no afã de tornar a cidade um ponto de convergência entre artista e intelectuais, era um esforço de descentralização da cultura, à beira do rio da unidade nacional.

Mas outras partes sobreviveram;

Aí está a Tribuna Penedense, circulando semanalmente, sem interrupção, já próxima de completar trinta anos de fundação, rumando célere para os seus 1.500 números. Nascida do propósito do seu criador de não deixar a cidade de Penedo sem um órgão de imprensa. Preocupado com o desaparecimento do semanário O Apóstolo, órgão mantido pela diocese local, Raimundo adquiriu, inicialmente, os tipos e as impressoras para a Fundação do Baixo São Francisco. Ele deixou esse importante veículo de comunicação mantendo a tradição e o destaque que a cidade sempre teve na imprensa interiorana. Consolidada e modernizada por seus filhos, é um veículo que engrandece e divulga os fatos e a história do povo são-franciscano, com uma linha independente e coerente com os princípios do seu fundador e do bom jornalismo.

Aí está a Rocheira de Penedo, nascida da pedra que originou o burgo, com sua passarela de cimento que liga o bairro de Barro Vermelho ao centro, dotada de restaurante, que destaca a culinária regional, mostrando aos olhos deslumbrados dos visitantes o mais belo panorama da cidade. Um lugar aprazível, que, apesar de não ter recebido, dos seus sucessores, o cuidado que merece, é, sem dúvida, um dos símbolos maiores da opulência natural da região. É ponto obrigatório para quem chega a Penedo. Uma mostra da visão e da sensibilidade de seu criador.

Aí está a inclusão e Penedo como polo obrigatório em qualquer roteiro turístico que se faça em Alagoas e no Nordeste, fruto da consciência preservacionista que expressivo segmento da população expressivo segmento da população experimenta, insurgindo-se contra os predadores; uma autoestima revigorada e o sentimento de que Penedo não existe sem a sua história e os seus monumentos.

Aí está, pujante e vitoriosa, a Fundação do Baixo São Francisco que hoje leva o seu nome. A menina-dos-olhos do educador, que enveredou pela política, mas que nunca deixou de ser professor. Uma instituição que transformou a cidade em uma Coimbra tropical, com suas centenas de estudantes e professores a circular pelas ruas, criando aquele burburinho característico de uma ativa comunidade acadêmica, fora dos muros privilegiados da capital e das metrópoles litorâneas. É a pérola mais preciosa da coroa de seu legado a qual ele mais dedicou suas energias e sua flama criadora nos últimos anos de vida.

Instalada em 13 de agosto de 1971, nascia a Fundação, posteriormente veio a faculdade, com a presença do governador Afrânio Lages, ela representou a vitória da tenacidade de seu fundador, que removeu muralhas e montanhas para conquistar a sua materialização, que veio, finalmente, com decreto federal que a autorizava a funcionar, inicialmente, com o nome de Faculdade de Formação de Professores de Penedo. Raimundo, que conseguiu a recuperação do passado de Penedo e transformou a cidade em polo turístico, sabia do valor de seu mais novo empreendimento. Por isso, ao falar na inauguração da sede da Instituição, no ano seguinte, ele anteviu o seu significado, de forma bem clara:

Eu diria que este ato equivale a um reencontro de nossa cidade com sua tradição cultural. Penedo é uma comunidade consciente da responsabilidade de zelar por esse legado valioso intocável para os nossos sentimentos. (….) Na confederação dos municípios que compõem a região do Baixo São Francisco, sempre figuramos como um centro convergente do interesse educacional das populações vizinhas.

Na vida, há que ser leal com certos princípios, porque, no fim de tudo, é o que importa realmente para o homem. Fora desses princípios ou quando esses princípios são esquecidos, o homem também facilmente é esquecido. Raimundo Marinho até hoje é lembrado. Não só por suas realizações. Seu maior legado foram as suas qualidades, como bem frisam seus filhos, James e Lysia. Qualidades como a gratidão, a ajuda desinteressada ao próximo, e ética, a obstinação na defesa de suas ideias, o amor à sua cidade, o gosto em fazer e conservar amizades, a compreensão com os humildes.

Legado é uma palavra de etimologia latina, que significa: “o que é transmitido às gerações que se seguem”.

Em sentido histórico, assemelha-se a herança, que é “aquilo que se recebe dos pais, das gerações anteriores, das tradições, de determinadas figuras que deixaram algo que construíram no seu tempo para os tempos futuros”.

Quase tudo foge, perece, se dissolve, com a inexorável ação do tempo. Raimundo Marinho, uma figura de projeção em vida, deixou algo duradouro. Após tantos anos decorridos do seu desaparecimento, ele não foi apagado da memória de seus contemporâneos e de seus descendentes. Todas as riquezas, as dignidades, os cargos exercidos, as realizações: tudo isso nada vale se não se é leal a certos princípios, o que leva, hoje, um simples operário de posto de gasolina ou uma modesta professora municipal a fazerem uma pergunta que é geral na cidade em que ele viveu e tanto amou: “Quando teremos outro Raimundo Marinho? ”. Ou seus filhos, Lysia e James, a dizerem, quando interrogados, que a maior herança que receberam é o orgulho que sentem de serem filhos de Raimundo Marinho e de Eline Ramalho Marinho.

Depoimentos

O descrédito, que na maioria das vezes atinge a classe política, nunca o atingiu. E ninguém mereceu mais em seu município e no Estado de Alagoas as homenagens que este penedense ilustre recebeu, pelo seu trabalho profícuo e permanente, pela enaltecedora, pela disposição solidária com o próximo. Exemplo de administrador, exemplo de homem público, exemplo de político!

João Sampaio, presidente da Fejal-Cesmac e ex-prefeito de Maceió

Raimundo Marinho identifica-se com as gloriosas tradições da cidade de Penedo. Aparentemente frágil, agigantava-se em defesa dos interesses maiores de sua terra e de sua gente. Sua vida se projetou como um exemplo para as novas gerações. Suas virtudes se estampavam até no seu jeito cativante de atender a ricos e pobres, com a mesma humildade, com o mesmo calor humano que o tornaram uma das pessoas mais queridas de Penedo. Foi um verdadeiro asceta a caminho da mística, naquele esforço contínuo de ver melhor hoje do que ontem. Política, para ele, era um verdadeiro sacerdócio. Pensava apenas em servir, nunca em servir-se. Jamais alguém o procurou que não encontrasse um ponto de apoio, uma palavra de conforto, um gesto de solidariedade. Era, essencialmente, um homem bom. Um amigo em que podíamos confiar. Imortalizado na memória de seus conterrâneos, se eterniza também na vida dos filhos, que lhe seguem os passos, na competência e no idealismo.

Divaldo Suruagy, ex-governador e ex-senador

Dr. Raimundo Marinho, na minha opinião, é sinônimo de zelo, dedicação pela vida pública, de esforço e dignidade e de amor à terra natal, para a qual ele contribuiu com a dedicação da própria vida. Faleceu com a esposa, após ter saído do Palácio Floriano Peixoto, onde estava a resolver os problemas de Penedo e, na volta, perdeu a vida, muito jovem ainda. Dr. Raimundo Marinho, se tivesse que defini-lo com palavras, seria: homem-modelo, exemplo, dignidade, trabalho.

Dra. Marlene Lanverly, ex-secretária da Casa Civil do Governo do Estado

Um idealista e um líder zeloso com sua cidade. De porte franzino, voz mansa e pousada, era um homem de coragem indomável quando tomava uma decisão. No mundo volátil da política, era um leal companheiro, em quem podíamos confiar; honrava sempre a palavra dada, não admitia subterfúgios e não compactuava com meias-verdades. Ficou o exemplo. Seus predicados enobrecem a classe política e qualquer homem público.

Guilherme Palmeira, ex-senador, ex-governador do Estado de Alagoas e ex-ministro do Tribunal de Contas da União

De estrutura invulgar, Raimundo Marinho era um vocacionado para servi a sua terra. Digno, com grande capacidade de trabalho, marcou época como o grande líder do Baixo São Francisco.

Carlos Lyra, empresário e ex-senador

Modelo de cidadão, realizador, de amor à família, aos amigos e à terra. Um político íntegro. Na minha convivência com Raimundo Marinho, pude aferir as qualidades incomuns de um homem público que pode servir de exemplo para hoje e para as gerações futuras.

Theobaldo Barbosa, ex-governador

Trabalhador incansável pela cultura, pela educação, pela valorização da história e do patrimônio de sua terra. Um homem público que honrou e engrandeceu Alagoas, pela repercussão da obra realizada em Penedo.

Jayme de Altavila, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas

Ao governador do Estado de Alagoas, neste momento difícil, quero manifestar a minha solidariedade no sofrimento e na tristeza, pela perda irreparável do estimado companheiro e valoroso homem público.

Camilo Calazans, presidente do Banco do Brasil, em 23 de maio de 1985

Vimos, com olhos de encantamento, todos os seculares prédios e igrejas, já recuperados ou em recuperação, os quais foram teatro dos dias maiores da Cidade Imperial. O povo seguiu o exemplo do prefeito e do bispo e procura reformar os velhos sobrados e casarões… Com a prevista prorrogação de mandatos dos senhores edis, lucrará muito, a cidade de Penedo, com a progressista e continuada gestão do Dr. Raimundo Marinho à frente de sua Prefeitura.

Professor Medeiros Neto, Jornal de Alagoas, edição de 06 de março de 1980.

Ao longo de minha vida pública, tive oportunidade de conhecer muitas figuras da minha terra. Destaco o nome de Raimundo Marinho não só como um companheiro querido de lides partidárias, mas como um exemplo de trabalho, lealdade, de persistência na luta pelo progresso de sua terra e, principalmente, por ser um homem de atividades.

Manoel Gomes de Barros, ex-prefeito de União dos Palmares e ex-governador do Estado de Alagoas

Não se compreende a razão por que Penedo ficou situada tão fora das alçadas dos poderes constituídos. O jovem prefeito Raimundo Marinho, seguindo as pegadas de seu antecessor, vem imprimindo uma administração promissora. Porém, nem tudo é de sua órbita. O insulamento humilhante de Penedo desafia argúcia das autoridade competentes.

Wilson Ribeiro, Gazeta de Alagoas, edição de 04 de junho de 1961.

Quem te viu, quem te vê, Rocheira de Penedo! Quem diria que aquele local escuro, abandonado, usado como depósito de lixo, onde até se tinha medo de chegar perto, se transformaria no recanto mais bonito da cidade. Quem visita hoje a Rocheira percebe a grande transformação, o extraordinário trabalho que ali foi feito pelo Dr. Raimundo Marinho, realizando um sonho de muitos penedenses.

Francisco Santos, Tribuna Penedense, edição de 06 de janeiro de 1981.

Altruísmo, amizade, generosidade, abnegação, coragem, humildade, fidelidade e administrador exemplar. No seu coração, existia a fé.

Padre Aldo Brandão

Sua vida foi uma constante preocupação pela causa de sua terra. Admirável o desejo de divulgar a história e a cultura de penedo, de construir escolas e ampliar a educação do seu povo.

Antônio Vieira, Radialista

Plantou sementes que frutificarão para sempre.

Maria Izabel Silva, colunista da Tribuna Penedense.

Raimundo Marinho sinaliza uma era em penedo. Era de paz, de tranqüilidade, de progresso, de proteção ao patrimônio cultural da cidade, de afinidade entre o líder querido e liderados. Embora exercesse um grande fascínio junto às classes menos favorecidas, nunca foi um populista. O eu carisma estava, exatamente, em unir todos os segmentos da cidade: da população ribeirinha, dos pobres, às classes mais abastadas.

Everaldo Gama, Jornalista

Figura admirável em todos os sentidos. Trabalhava por sua cidade com muita energia. Ele ajudava todas as pessoas, notadamente as mais carentes, transformando a sua vida num verdadeiro apostolado.

Dom Constantino Lüers, Bispo Diocesano

Conheci-o bastante e muito me honrava a sua amizade. Se alguém perguntar por que Raimundo Marinho deixou tantos amigos, tantos admiradores, posso responder: ninguém o superou na arte humana de trabalhar pelos outros e de trabalhar para a sua cidade.

José Medeiros, professor universitário, ex-secretário de Educação e ex-secretário de Saúde

Foi um grande amigo que perdi.

Antônio Francisco Ventura, Porteiro

Ele era um líder nato. O povo tinha confiança nele, tanto o da classe rica como o da classe deserdada. Com a sua morte, ficou o grande vácuo de sua liderança, em decorrência, principalmente, de sua aproximação com o povo.

Padre José Antônio Neto, Vigário da Catedral de Nossa Senhora do Rosário.

Figura exponencial na vida política, cultural e social de Penedo. Personalidade forte, arrojado em suas iniciativas, amigo sincero, grandioso espírito de servir a sua terra, que jamais o esquecerá pelos relevantes serviços prestados, principalmente aos menos favorecidos. Raimundo Marinho foi para nós, seus colegas, um profissional exemplar, um grande administrador público, um político imbatível em defesa do progresso de Penedo, projetando-a em todo o Estado de Alagoas e, até, nacionalmente.

José Ernani Accioly Costa, Cirurgião-dentista

Conheci Raimundo Marinho no final da década de 60 e tive o privilégio de tê-lo como compadre, amigo e colega de magistério, quando ele era diretor e professor da Faculdade de Formação de Professores de Penedo, primeira semente da Fundação Raimundo Marinho, complexo educacional e cultura que se constitui um motivo de orgulho para o Estado de Alagoas. Gostaria de destacar-lhe as qualidades humanas de abertura ao diálogo, serenidade, sendo um companheiro leal para todos os que compartilharam, como eu, sua amizade e hospitalidade.

Dr. Dalckson Rosa e Silva, Engenheiro e Professor

Qual a característica marcante que representaria Raimundo Marinho?

Sua competência profissional (odontólogo respeitado), política (vereador, prefeito várias vezes) ou como professor dedicado (avançado nos métodos e conhecimentos transmitidos)?

Das suas múltiplas qualidades, o que marcou profundamente foi a integridade no manuseio do patrimônio público, aliada à sensibilidade moral, zelando pelas prioridades sociais, em busca do bem-estar dos penedenses.

A honestidade elevada à qualidade primordial, dignificando a si, à cidade, e revelando que o caráter de um homem o transporta além de seu tempo e o transforma em exemplo para as gerações futuras.

Raimundo Marinho nos revelou, de modo perene, que a grandeza de um homem é o legado. E o dele enobrece a cidade de Penedo.

Paulo Geraldo Lima Barreto, Médico

Raimundo era uma das pessoas mais íntegras e dignas que conheci. De um caráter e de uma educação memorável, capaz de surpreender com atitudes grandiosas a todos os que o cercavam. Era autêntico, e sua simplicidade impressionava.

Manoel Keller, Odontólogo

Como pessoa humana,era de uma sensibilidade a toda prova, não deixando um caso de pessoas necessitadas sem solução. Como administrador, era admirável sua capacidade de coordenar projetos de engenharia, arquitetura, urbanismo e demais atividades que se relacionavam com serviços que proporcionassem o bem estar da cidade e do povo que amava como se fosse sua própria família. Raimundo Marinho não era apenas um amigo, mas também um irmão muito querido.

Rosalvo Alves da Silva, gerente aposentado da agência do INSS de Penedo – Alagoas

Notas Biograficas

NOTAS BIOGRÁFICAS

 

Dados Biográficos

Sigla: RM

Titular: Raimundo Marinho

Filiação: José Marinho e Euthímia Reis Marinho

Data de Nascimento: 13 de março de 1931

Local de Nascimento: Penedo-AL

Cônjuge: Eline Ramalho Marinho

Data de Falecimento: 21 de maio de 1985

Local de Falecimento: Junqueiro – AL

 

Formação Acadêmica

Formação: Odontólogo

Instituição: Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia

Local: Salvador – BA

Ano: 1954

 

Atividades

Cirurgião Dentista da Congregação Mariana de Nossa Senhora da Conceição e São Luiz Gonzaga – Penedo-AL (1955-1958); Cirurgião Dentista, estatuário, da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca SUDEPE- Ministério da Agricultura, Penedo-AL(1961); Cirurgião Dentista da Empresa Peixoto Gonçalves S/A, Penedo-AL(1964-1979); Cirurgião Dentista da Santa Casa de Misericórdia de Penedo-AL(1967-1979); Cirurgião Dentista credenciado do Instituto de Pensões e Aposentadorias dos Servidores do Estado de Alagoas – IPASEAL, (1967-1986); Cirurgião Dentista credenciado do Instituto Nacional de Assistência Nacional Médica da Previdência Social-INAMPS (1967-1986); Cirurgião Dentista da Fundação de Saúde e Serviço Social do Estado de Alagoas FUSAL (1975-1986); Vereador do Município de Penedo (1959-1960); Prefeito do Município de Penedo em três mandatos: (1° de 01 de fevereiro de 1961 a 31 de janeiro de 1966 – 2° de 01 de fevereiro de 1970 a 31 de fevereiro de 1973 – 3° de 02 de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983); Professor e Secretário da Escola Técnica de Comércio Dr. Jonas Batinga-Penedo-AL (1955-); Professor do Colégio Imaculada Conceição (1955-1960); Professor do Colégio Diocesano de Penedo(1956); Professor Fundador do Colégio Anfrísio Ribeiro-Penedo (1962); Professor Secundário, Estatuário da Secretária de Educação do Estado de Alagoas (1964-1981); Professor Fundador da Faculdade de Formação de Professores de 1° Grau de Penedo – Professor de Estudos de Problemas Brasileiros –  Chefe do Núcleo de Penedo do Serviço Social Brasileiro – Chefe do Núcleo de Penedo Social da Indústria-SESI (1975 – ); Membro Aderente do Primeiro Congresso da Federação Nacional dos Odontologistas em Salvador-BA (1952); Secretário de Finanças do Diretório Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia (1953 – 1954); Sócio Honorário da Imperial Sociedade Phylarmonica Sete de Setembro(1965); Membro Efetivo do IV Congresso Brasileiro de Odontopediatria em Salvador-BA(1967); Sócio Honorário da Câmara Júnior de Penedo(1971); Cidadão Honorário da Cidade de Igreja Nova-AL(1977); Participou como Integrante Rondonense da V Operação- Recife(1970); Membro Efetivo da X Semana Odontologia de Maceió (1971); Recebeu Diploma de Agradecimento da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – ADESG/AL (1972); Diplomado pelo Interact Clube de Penedo pelos relevantes serviços prestdos (1971); Colaborador Especial da V Festa do Folclore Brasileiro – UFAL( 1977); Sócio Benemérito do Conjunto Amigos do Samba de penedo(1978); Sócio Benemérito do Clube de Caça e Pesca de Penedo (1980); Membro Efetivo do XVIII Seminário Brasileiro de Planejamento (1980); Auditor do Tribunal de Contas de Estado de Alagoas.

Dr. Raimundo Marinho sempre foi bastante homenageado por penedenses e por toda sociedade alagoana pelos relevantes serviços prestados como profissional odontólogo e homem público. Dr. Raimundo, não tinha a política como profissão, mas, sim, como vocação. Homem simples, deixou para sua família, penedenses e a todos que tiveram o privilégio de com ele conviver, honradez, dignidade e fidelidade de propósito. Seus valores foram passados para todos que com ele conviveram.

Construiu diversas obras durante seu curto período de vida pública, mostrando sua capacidade administrativa em realizar o que idealizava de melhor para seu povo.

Curiosidades

  • Em 1972 foi Instituída a Bandeira de Penedo, criada pelo Professor Joaquim Silva Santos (ex-Diretor da FRM), durante o governo do Prefeito Raimundo Marinho. A Bandeira de Penedo foi escolhida em uma gincana estudantil realizada entre várias escolas da cidade;
  • Penedo conta com 8 bairros, dois deles homenageiam Raimundo Marinho;
    Raimundinho e Raimundo Marinho;
  • Ao chegar em Penedo-AL, podemos encontrar na Praça do Coreto, um busto em bronze, em homenagem a Raimundo Marinho;
  • No primeiro piso do Museu do Paço Imperial em Penedo-AL, a vida de Raimundo Marinho é retratada através do Memorial Raimundo Marinho, nele o visitante passeia por alguns cenários e acompanha a trajetória do maior líder político da região.